Hoje decidi escrever sobre desobsessão espiritual. Vou tentar fazer isso de uma maneira bem simples e prática, só não sei se vou conseguir. 

Eu, Beto Vasconcelos, tenho estudado e trabalhado em processos de desobsessões desde 2012. Em minha jornada de autoconhecimento, estudo, trabalho e do meu próprio tratamento espiritual, já tive acesso a um número significativo de sessões de trabalho prático de desobsessões. Alguns dentro de religiões, doutrinas e terreiros. Outros em processos terapêuticos mais ou menos conscientes do que estavam fazendo.

De 2019 para cá, tenho me dedicado exclusivamente ao tratamento espiritual com a técnica de Apometria, que para mim, mais que uma técnica, é uma perspectiva sobre a questão espírito e matéria. Nessa perspectiva, juntando atrelando várias outras técnicas, acabei criando o processo que chamo de Jornada Oduz. Uma perspectiva ampla de tratamento espiritual. Quem quiser saber mais sobre meu trabalho, é só navegar nas abas do site.

Mas vamos ao que interessa: desobsessão espiritual. 

Esse tema ainda é bem difícil de tratar nos processos terapêuticos e nas rodas de conversa, mas aqui vou tentar ser bem prático, como prometi. Embora o assunto seja muito, muito complexo e cheio de particularidades.

 

 

Vou tentar ser breve e prático, nesse conteúdo que é bem introdutório.

Listei 5 itens importantes de serem compreendidos no processo.

 

Para falar de desobsessão
vou ter que falar dos desafios
da obsessão.

 

1 O QUE É?

Obsessão é, basicamente, o foco insistente e, na maioria das vezes mal intencionado, de alguém sobre você. No dicionário: “motivação irresistível para realizar um ato irracional; compulsão. Apego exagerado a um sentimento ou a uma ideia desarrazoada”. Obsessão, na maioria dos casos, é realizada por alguém que, em um passado mais ou menos distante – sim, aqui entram as questões de vidas passadas – teve algum tipo de raiva, decepção, ou alguma experiência ou sentimento ruim por você. E a má notícia é que, esses sentimentos só tendem a piorar depois da morte, uma vez que o espírito obsessor acaba tendo um acesso maior ainda a você. E nem adianta se esconder, pois eles conseguem achar você, já que a história em comum tende a favorecer o reencontro.

 

2 OS GRUPOS ESPECIALIZADOS E A IGNORÂNCIA COMO ALIADO

Muitas vezes, no mundo espiritual, esses obsessores acabam por formar grupos, se tornando mais fortes e mais “especializados” em cometer atos bem complexos, conseguindo acessar camadas e mais camadas da sua consciência/inconsciência, tendo cada vez mais acesso a você, ao ponto de que você talvez já nem consiga distinguir quais pensamentos e ações são realmente seus

Com o uso de magia, hipnotismo e tecnologia, os processos obsessivos ficam tão complexos e sérios que precisam de atenção cada vez mais específica, se tornando – penso eu – o grande mal do século. Mas apesar de toda a técnica utilizada no processo por esses grupos, a ignorância de quem está sofrendo o processo, ainda é o melhor aliado deles.  Afinal, fica mais fácil dominar alguém, quando ele não acredita em nada do que pode estar acontecendo do “outro lado”. Isso tornar o processo mais invisível do que de fato é. Afinal, ou você normalmente não acredita no assunto ou tem pouco ou nenhum conhecimento sobre. E o pior, o pouco conhecimento que ainda tem, muitas vezes vem junto com a religião.  

 

3 A BARREIRA DA RELIGIÃO

Outro aspecto bem problemático da questão é a religião. Explico: antigamente as pessoas acreditavam que bastava orar, jejuar, às vezes, até sacrificar, para que os “Deuses” lhes favorecesse e lhe curasse qualquer mal que acometesse a sua saúde. Pois bem, o problema aqui é bem parecido. O processo obsessivo tende ainda a ser compreendido da mesma forma e se confunde com uma questão de religião. Ainda se pensa que basta apelar ao mundo espiritual, aos seus anjos, santos e afins, para que o problema obsessão seja resolvido. Ignorando todo o conhecimento que já temos sobre o assunto e a gama de ações e tratamentos que, muitas vezes, são necessárias para a “cura” profunda.

Isso acontece justamente porque ainda colocamos problema obsessão espiritual na conta da religião, assim como a questão espiritualidade como um todo, terceirizando a solução de um desafio que tem muito mais de aprendizado do que de castigo sobrenatural. Acabamos assim, no intuito de nos “livrarmos da dor e do desconhecido”, perdendo uma grande oportunidade de nos conhecermos a nós mesmo e a vida, em um nível bem profundo. 

 

4 JUSTIFICATIVA DO PRÓPRIO SOFRIMENTO

A autopunição também é um adicional importante ao caso, o que talvez também pudéssemos colocar na conta do aprendizado religioso. Você deve ter aprendido, assim como eu, que o sofrimento dignifica. Que só com o sofrimento se consegue verdadeiramente algo, que ele enobrece, dignifica, etc., etc., etc. Pois bem, isso faz você se “acostumar” e validar o sofrimento como uma “coisa boa”, em pensamento e ações que você talvez nem perceba, mas que podem te tornar bem suscetível – de maneira mais ou menos consciente – aos “castigos” que a vida te impõe. O que é um prato cheio para quem deseja te “punir”, não acha? Junta a fome com a vontade de comer. 

 

5 EU QUE ME ENTENDA COMIGO

O quinto e último item nessa lista, que tem muito a ver o anterior, é o processo de auto-obsessão, ou seja, você mesmo se provocando as piores angústias e sensações. E adivinha, você é o seu pior obsessor, já que ninguém tem mais acesso a você do que você mesmo. Aqui não tem santo, anjo, mestre, ou o que quer que seja, que possa resolver por você. Falo isso sem medo de errar, uma vez que nenhum guia espiritual pode atrapalhar você em seu franco aprendizado sobre si mesmo. O que eles podem fazer é te guiar no caminho que você mesmo terá que trilhar, mas a jornada é sua e de mais ninguém. 

Aqui coloco a necessidade do autoconhecimento, como única ferramenta disponível para tratar de maneira profunda e definitiva, os processos de auto-obsessão. Por isso que, assim como na perspectiva apométrica, nos meus processos de tratamento espiritual, quem me procura recebe a indicação de processos de autoconhecimento que – a princípio podem não parecer ter nada a ver com a terapêutica espiritual, mas que muitas vezes são os principais agentes no processo de transformação.

Alguns vão acessar essa necessidade de autoconhecimento como “reforma íntima” ou “aceitar Jesus”, etc. Ambos têm em si o mesmo objetivo. A diferença vai ser o maior ou menor grau do “peso” e da “lógica” que a religião ou doutrina vai colocar como pano de fundo nesse processo. Dependendo como isso acontece, você acaba por reforçar as questões relacionadas aos itens anteriores aqui listados. Aí o jogo acaba novamente virando, mas em seu desfavor. 

 

Como prometi, aqui estão informações simples e bem resumidas sobre o assunto.

Agora sim, podemos falar sobre DESobsessão. Vou falar do assunto no próximo post.

 

Texto: Paulo Vasconcelos
19/04/2022

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